Ao sul do corpo: memória da escrita de mulheres latino-americanas - Profa. Dra. Pilar Lago e Lousa

por Rodrigo Valverde Denubila
Publicado: 19/07/2026 - 13:58
Última modificação: 19/07/2026 - 13:58

Este projeto trabalha a memória gendrada (memória de mulheres) enquanto categoria estético-política na escrita de mulheres latino-americanas, em especial as contemporâneas, partir de três perspectivas: aquela que procura responder às violências de gênero (feminicídio, abusos e violações de direitos); a contra-memória que busca tensionar a colonialidade e seus efeitos processos perversos, pensando suas permanências e rupturas; e a traumática, advinda dos processos ditatoriais que entrecortam a região e funcionam como resquícios da violência e das práticas coloniais.

Surge de um longo processo de investigação olhando para o mercado editorial e para as críticas literárias feministas em plural dentro da universidade. Assim, valoriza as linhas de força que organizam, mas não limitam as escritas de mulheres na América Latina (compreendendo o Brasil e o Caribe inseridos neste contexto); e a presença das editoras independentes, cuja atuação tendo sido importantíssima para visibilizar as publicações de escritoras latino-americanas no Brasil.

Propõe a criação de novos protocolos de leitura para olhar para estas obras e produções, por isso, se vale de epistemologias produzidas pelo arcabouço crítico de pensadoras decoloniais. A partir de noções como corpo-território (Segato, 2005; Gago, 2020), corpo-texto (Segato 2005; Brito, 2023), corpos matáveis (Vergès, 2020) e memória gendrada (Lousa, 2023) as leituras e análises serão realizadas.

Além disso, há o interesse de verificar como a escrita de mulheres latinas retira o véu do inconsciente literário (Brito, 2023), expõe violências advindas das matrizes de opressão de raça, classe, gênero e sexualidade, e propõe resistências e revides.

Os eixos deste projeto envolvem ensino, pesquisa e extensão.